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Curva ABC no E-commerce B2B: Como priorizar produtos, clientes e estoque

Aprenda como aplicar a Curva ABC no e-commerce B2B para priorizar produtos, clientes e estoque e melhorar a eficiência do seu negócio.

Agile B2BAgile B2B14 de setembro de 202610 min de leitura
Curva ABC no E-commerce B2B: Como priorizar produtos, clientes e estoque
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A distribuidora tem 8.000 SKUs no catálogo. Quantos desses produtos respondem por 80% do faturamento?

A resposta, na maioria das operações de atacado e distribuição, é entre 15% e 20% do total. Os outros 80% de SKUs dividem entre si os 20% restantes do faturamento, e consomem esforço de gestão, espaço de armazenagem e atenção do time comercial de forma desproporcional ao retorno que geram.

Esse é o princípio da curva ABC aplicado ao e-commerce B2B. Não é uma metodologia nova, é o Princípio de Pareto formalizado para gestão de portfólio. O que é novo é o que acontece quando você cruza a curva ABC com os dados do portal de e-commerce integrado ao ERP: você descobre não apenas o que vende mais, mas o que vende mais pelo canal certo, para o cliente certo, com a frequência certa.

Esse cruzamento é o que transforma a curva ABC de um relatório gerencial em uma ferramenta de decisão comercial real.


O que é a curva ABC e como se aplica ao B2B

A curva ABC divide qualquer conjunto de itens em três grupos com base na contribuição relativa de cada um para um resultado total.

O grupo A representa os itens de maior impacto, tipicamente 10% a 20% dos elementos que respondem por 70% a 80% do resultado. No contexto de uma distribuidora, são os produtos que mais faturam, os clientes que mais compram e os SKUs que mais giram no estoque.

O grupo B é a faixa intermediária, aproximadamente 30% dos elementos que respondem por 15% a 20% do resultado. São produtos de médio giro, clientes com compra regular mas não dominante, SKUs que contribuem de forma relevante mas não crítica.

O grupo C é a cauda longa, os 50% a 60% restantes dos elementos que respondem por apenas 5% a 10% do resultado. São os produtos de baixo giro, os clientes esporádicos, os SKUs que ocupam espaço de armazenagem com baixíssima rotatividade.

No e-commerce B2B, a curva ABC não substitui a gestão da cauda longa, ela hierarquiza o esforço. O portal pode e deve exibir todos os 8.000 SKUs. Mas a vitrine, o estoque, o investimento em conteúdo de catálogo e a atenção do gestor comercial precisam estar concentrados onde estão os produtos A e os clientes A.


Curva ABC de produtos: o que priorizar no catálogo digital

A primeira aplicação da curva ABC no e-commerce B2B é no catálogo. Saber quais produtos são A, B e C permite tomar decisões que impactam diretamente a conversão do portal.

Produtos A precisam de catálogo impecável: foto de alta qualidade, descrição completa, atributos técnicos preenchidos, ficha técnica disponível para download quando aplicável. Esses são os produtos que o cliente vai buscar ativamente no portal, e um catálogo incompleto nesses itens é conversão perdida diretamente. Quando um produto A não tem foto ou tem descrição genérica, o comprador liga para confirmar antes de comprar, e o benefício de eficiência do canal digital desaparece.

Produtos A também precisam de vitrine prioritária. Banner de campanha, destaque na página inicial, posição privilegiada nas buscas internas do portal. O cliente que entra no portal sem uma busca específica precisa ser direcionado para os produtos de maior impacto, não para uma grade aleatória.

Produtos B merecem catálogo adequado e presença no portal, mas sem o investimento intensivo dos produtos A. São candidatos naturais para vitrines de cross-sell ao lado dos produtos A: o cliente que compra o produto A de alto giro pode ser incentivado a adicionar o produto B complementar no mesmo pedido.

Produtos C devem estar disponíveis no catálogo, a cauda longa é uma das grandes vantagens do canal digital sobre o representante, que fisicamente não consegue apresentar 8.000 SKUs numa visita. Mas não merecem vitrine prioritária, não precisam de investimento intensivo em conteúdo e devem ser monitorados periodicamente para identificar os que têm giro tão baixo que não justificam nem o espaço de armazenagem.


Curva ABC de clientes: onde concentrar o esforço de onboarding e retenção

A segunda aplicação da curva ABC no e-commerce B2B é na carteira de clientes. Não todos os clientes merecem o mesmo investimento de ativação no canal digital.

Clientes A são os que mais faturam, mais frequentemente, com o maior ticket médio. São os primeiros que precisam ser onboardados no portal, e com mais cuidado. Para esse grupo, o processo de ativação é prioritário: o representante apresenta o portal pessoalmente durante a visita, faz o primeiro pedido junto com o cliente, garante que as condições comerciais estão corretas no checkout e acompanha até a segunda e terceira recompra.

Clientes A que migram para o canal digital e passam a comprar com mais frequência, porque o atrito da recompra é menor, têm impacto desproporcionalmente grande no mix digital da distribuidora. A Pérola Distribuição, cliente da Agile B2B, registrou +300% no faturamento online depois de estruturar o canal digital, e parte expressiva desse crescimento veio de clientes A da carteira que passaram a comprar com maior frequência pelo portal.

Clientes B recebem onboarding estruturado mas menos intensivo, e-mail de apresentação do portal, vídeo de como fazer o primeiro pedido, disponibilidade do atendimento para dúvidas. São candidatos para se tornarem clientes A conforme o relacionamento se desenvolve no canal digital.

Clientes C são ativados passivamente, o portal está disponível, o cadastro está criado, a comunicação chega por e-mail marketing. O investimento de onboarding individualizado não se justifica para esse grupo no início. Se um cliente C comprar pelo portal por iniciativa própria, ótimo, mas não é onde o gestor do canal coloca a energia.


Curva ABC de estoque: o que não pode faltar no canal digital

A terceira aplicação é no estoque, e talvez a mais crítica para o resultado do e-commerce B2B.

Produto A sem estoque é o erro mais caro que uma distribuidora pode cometer no canal digital. O cliente que entrou no portal para comprar o produto de maior giro, viu que está indisponível e não encontrou prazo de reposição vai embora, e a chance de ele voltar naquela sessão é baixa.

A curva ABC de estoque define o nível mínimo de segurança que cada grupo precisa manter. Produto A não pode ter ruptura, o custo de perder a venda desse item no canal digital supera o custo de carregar estoque adicional. Produto B tem nível de segurança menor, com tolerância para alguma ruptura esporádica. Produto C tem gestão just-in-time ou sob encomenda, o estoque parado gera custo que muitas vezes supera a margem da venda.

Quando o ERP está integrado nativamente ao portal, Winthor, Protheus, Sankhya, Consinco, TOTVS, SAP, , o estoque em tempo real por produto aparece no portal automaticamente. O gestor consegue configurar alertas por nível de estoque por classificação ABC: quando produto A cai abaixo do estoque mínimo, o alerta é gerado antes da ruptura, não depois.


Como cruzar curva ABC com dados do canal digital

Aqui está onde a análise fica realmente poderosa, e onde a maioria das distribuidoras ainda não chegou.

A curva ABC do ERP diz quem são os produtos A, B e C no faturamento geral. A curva ABC do portal diz quem são os produtos A, B e C especificamente no canal digital. Quando você cruza as duas, aparecem padrões que nenhum dos dois relatórios mostra isoladamente.

Produto A no ERP e C no portal: produto de alto giro que o cliente não está encontrando ou comprando pelo canal digital. Pode ser problema de catálogo, foto ruim, sem atributo, posição baixa na busca. Pode ser problema de processo, o representante não apresentou o portal para esse cliente. Qualquer que seja a causa, esse cruzamento identifica onde a distribuidora está deixando conversão na mesa.

Produto C no ERP e A no portal: produto de baixo giro geral que está convertendo bem no canal digital. Pode ser um item de nicho que o representante nunca priorizava nas visitas, mas que o comprador encontra sozinho no portal e compra com frequência. Esse padrão identifica oportunidades de mix que a força de vendas tradicional não estava capturando.

Cliente A no ERP e inativo no portal: cliente estratégico que ainda não aderiu ao canal digital. É o candidato prioritário para o representante abordar na próxima visita com o processo de onboarding. Perder esse cliente para o concorrente que tem o canal digital melhor configurado é o risco mais direto de não manter esses clientes ativos no portal.


Como construir a curva ABC com dado de ERP e portal integrados

A construção da curva ABC começa no ERP. O Winthor, o Protheus, o Sankhya, o TOTVS, qualquer sistema de gestão bem configurado tem o dado de faturamento por produto e por cliente nos últimos 12 meses. Esse dado é o insumo principal para classificar os grupos A, B e C.

O passo seguinte é cruzar com o dado do portal. Quais produtos foram mais buscados, mais clicados, mais adicionados ao carrinho e mais convertidos em pedido? Quais clientes estão ativos no portal e comprando com qual frequência? Quais produtos A do ERP têm taxa de busca alta no portal mas taxa de conversão baixa, sinal de que o cliente procura mas não compra, provavelmente por problema de catálogo ou de preço?

Esse cruzamento exige que o portal esteja integrado ao ERP de forma que os dados circulem nos dois sentidos. Não é um relatório estático exportado uma vez por mês, é uma visão em tempo real que o gestor do canal usa para tomar decisão de mix, de estoque e de onboarding de forma contínua.

A Guaraves, cliente da Agile B2B, registrou +50% no faturamento de uma unidade depois de estruturar o canal digital, e parte desse resultado vem de decisões de mix baseadas em dado, não em intuição do representante. A DCA Distribuidora expandiu para todo o território nacional usando o canal digital como ferramenta de captação, e a curva ABC de clientes por região foi o que direcionou onde concentrar o esforço de ativação primeiro.


Curva ABC no e-commerce B2B: de análise para ação

A curva ABC é uma análise. O valor dela está na ação que ela viabiliza, e no e-commerce B2B, essas ações são concretas e mensuráveis.

Enriquecer o catálogo dos produtos A antes dos B e C. Priorizar o onboarding dos clientes A na carteira. Garantir estoque mínimo dos produtos A sem ruptura. Cruzar a curva do ERP com a curva do portal para identificar gaps de conversão e oportunidades de mix. Usar esses dados para direcionar onde o representante coloca energia na próxima visita.

Distribuidora que faz esse ciclo de análise e ação com regularidade, mensalmente, no mínimo, tem uma vantagem competitiva real sobre a que opera por instinto e histórico de relacionamento.

A Agile B2B integra nativamente com Winthor, Protheus, Sankhya, Consinco, TOTVS, SAP e outros ERPs do mercado brasileiro, com painel de dados que permite o cruzamento entre comportamento no portal e histórico do ERP, na mesma plataforma, sem necessidade de exportar relatório para montar análise em planilha.

Agende uma demonstração e veja como aplicar a curva ABC no e-commerce B2B da sua distribuidora, com os dados do ERP e do portal integrados em uma visão única que transforma análise em decisão comercial.

Quer relacionar este tema à sua operação?

Converse com nossa equipe para entender como este assunto se aplica aos seus canais, regras e prioridades comerciais.

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